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Alisha Baylor ♥ Beth Dalmut

Tem casamento que a gente lê e já quer ser convidada. O de Alisha Baylor e Beth Dalmut é um desses. Elas se conheceram onde todo mundo se conhece hoje – na internet – e no primeiro encontro, em março de 2018, já era. Quatro anos depois, a história ganhou um capítulo digno de filme: Alisha armou um jantar falso para Beth se arrumar, levou a amada até o Lincoln Memorial, em Washington, e pediu a mão dela. Só que Beth não é de ficar devendo. Algumas semanas depois, sob um calor de rachar, levou Alisha para uma trilha, preparou piquenique, um vídeo com os melhores momentos do casal e outra aliança. Resultado: uma pediu a outra, e o “sim” veio em dobro.

E foi com essa energia que planejaram o grande dia.

Sendo um casal de duas mulheres, a inclusão era inegociável. Quando encontraram a Larz Anderson House, mansão histórica em Washington, bateram o martelo na hora. “Queríamos um lugar com cara de conto de fadas, que não precisasse de muito enfeite e que já tivesse personalidade”, contam. E o plus: o espaço é conhecido por acolher todos os casais sem distinção.

O styling ficou por conta da A. Griffin Events, e a data escolhida foi 27 de maio de 2023.


O casal a quebrou a tradição e se arrumou lado a lado – cabelo, maquiagem e muita risada. Só se separaram na hora de vestir os looks, para manter a surpresa do primeiro olhar.

Alisha provou seis lojas até encontrar o vestido dos sonhos: um Stella York com decote coração, renda floral ilusória e cauda rendada. O bracelete? “Algo emprestado” da mãe.

Beth optou por um terno sob medida – porque, como ela mesma diz, se sentia muito mais ela mesma assim do que com um vestido. O modelo foi criado pela Bindle & Keep, em Nova York, e as idas para provas viraram programa de casal (com direito a playlist da festa escolhida durante as viagens de carro).

O altar, as flores e as lágrimas


O arco floral, assinado pela Stem & Thistle, era um verdadeiro jardim suspenso – com flores sazonais compradas de fazendas administradas por mulheres, um cuidado que as noivas adoraram.

Beth entrou com a mãe ao som de “What a Wonderful World” – a música dos pais dela, em homenagem ao pai, que faleceu em 2010. As leituras escolhidas foram poéticas e certeiras: “To Love is Not to Possess”, de James Kavanaugh, e “All I Know About Love”, de Neil Gaiman. Mas o grande momento mesmo foram os votos pessoais. “Leves, sinceros, com humor e emoção na medida certa”, descreveram.


O cocktail hour foi um charme à parte. Os drinks tinham nome dos gatos das noivas, Benji e Louie – e o Benji era sem álcool, porque Beth não bebe. Detalhe que faz toda a diferença.

O jantar ao ar livre, no pátio da mansão, tinha clima de noite na Europa: luzes de corda penduradas, velas em peças de cerâmica artesanais e uma mesa posta com louças douradas. O cardápio? Lombo grelhado, salmão com toque cítrico e uma entrada de farro com favas frescas – simplesmente elegante.

Em vez do tradicional livro de convidados, Alisha e Beth colocaram um telefone vintage para os amigos deixarem recados. Depois do casamento, receberam o arquivo completo. “É impossível ouvir e não voltar no tempo”, dizem.

A festa rolou solta até a saída das noivas – entre sparklers (aquelas varetas de faísca) e muitos sorrisos. O conto de fadas terminou como começou: do jeito delas.

Ficha Rápida

  • Fotos: Danielle Defayette Photography
  • Local: Larz Anderson House
  • Vestido: Stella York (Alisha)
  • Terno sob medida: Bindle & Keep (Beth)
  • Flores: Stem & Thistle
  • Música: quarteto de cordas na cerimônia

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